Terça-feira, Outubro 13
Lábio Cortado, Rui Almeida. Livrododia: 2009.
Publicado por Hugo Milhanas Machado [colecção] Callema nº6, leituras 0 comentários
Rui Alberto
A ideia nasceu de "um grupo de amigos que gostava de ver jogar o Benfica e nos intervalos discutia literatura". É assim que Rui Alberto explica a criação da revista "Callema", dedicada à publicação de textos inéditos de quem já tem nome e de quem (ainda) não tem voz. Tudo começou no primeiro ano da faculdade, no curso de Estudos Portugueses. Rui e quatro amigos, "o núcleo duro da 'Callema'", queriam produzir uma revista na qual pudessem publicar textos sem ninguém que os censurasse. O sonho só se concretizou no fim da faculdade, em Novembro de 2006.Ver o produto do esforço e trabalho de cinco rapazes entre os 25 e os 28 anos, "foi fantástico mas ao mesmo tempo estranho": "Foi óptimo ver que não era só conversa, que realmente conseguíamos fazer alguma coisa e foi estranho porque para alguns foi a primeira publicação."A revista não dá lucro, mas também não dá despesas: auto-sustenta-se. Cada um tem o seu trabalho e um deles nem vive em Portugal - depois do curso decidiu procurar trabalho lá fora - mas nem por isso desistem do sonho: "Enquanto houver romantismo, isto vai para a frente. Estamos sozinhos, não podemos depender de ninguém, mas vale a pena."Apesar de uma modesta tiragem de cem exemplares, a "Callema" recebe vários pedidos de colaboração, contos, ensaios e poemas dos quais vive, a par de "convites que são feitos a algumas pessoas, para cada edição". No número dois da revista contaram com três poemas inéditos de Nuno Júdice, escritor, poeta, ensaísta e professor universitário, num exemplar que esgotou. No entanto, e por muito louvável que a ideia seja, a pergunta obrigatória é: o que leva estes jovens, que nem 30 anos têm, a entregarem-se a um projecto que não dá lucro? A resposta, romântica, não demora. "A partir do momento em que viemos a público, adquirimos um dever cívico: temos o dever de fazer ler, pensar e escrever." E se acha que tem qualidade para aparecer nas páginas da "Callema", tem bom remédio: callema@cooperativaliteraria.net. Mas não se esqueça que esta malta só aceita textos inéditos... e bons.
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Publicado por Hugo Milhanas Machado [colecção] Prémio de Poesia O Bacalhau 0 comentários


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Fazer chegar às mãos dos leitores turcos aquilo que de mais recente se faz no campo da poesia em Portugal é o objectivo do projecto Cümle Frase, criado pelo leitorado de Língua e Cultura Portuguesa do Instituto Camões (IC) na Turquia, com a apoio da Cooperativa Literária.
Cümle Frase - Folha Mensal da Nova Poesia em Língua Portuguesa pretende chamar a atenção do público turco, nomeadamente das cidades de Ancara (a capital política) e de Esmirna, «para Portugal, para a sua língua e cultura, para um Portugal novo e de futuro», segundo Mário Paixão, leitor do IC na Universidade de Ancara e na Universidade de Economia de Esmirna e fundador da Cooperativa Literária.
Todos os meses, a começar em Fevereiro de 2009, será publicada e distribuída a «folha», que, a cada edição, apresentará um novo poeta.
A médio prazo está prevista a edição em livro de todas as «folhas». Esta será a primeira antologia de poesia portuguesa publicada na Turquia e ainda a primeira antologia da «novíssima» poesia portuguesa em termos gerais.
José Luís Peixoto, Paulo José Miranda, Catarina Nunes de Almeida, Rui Alberto, José Rui Teixeira, M. Tiago Paixão, Filipa Leal, Hugo Milhanas Machado, Valter Hugo Mãe e Rui Costa são os autores que já deram o seu sim a este projecto, segundo o leitor, que adianta que «mais convites estão e continuarão a ser feitos».
Os poemas serão publicados na sua versão original e acompanhados de uma tradução para inglês (em Esmirna), da responsabilidade do conceituado tradutor Landeg White, e para turco (em Ancara), pelo mais prestigiado tradutor da Turquia, Cevat Çapan.
O projecto pode ser acompanhado na internet em: http://www.cumlefrase.blogspot.com, disponível nas línguas portuguesa, inglesa e turca.
Publicado por Ilídio J.B. Vasco [colecção] Cümle Frase 1 comentários